quinta-feira

E... que tal...

...se parasse tudo, nem que fosse só por um bocadinho? Não vou elaborar. Não me apetece. Só me apetecia que parasse tudo. O mundo, o som, o vento, as pessoas, os pássaros... sei lá... tudo. Talvez assim fosse possível o que nunca é possível: esvaziar a mente, não pensar em nada, ser puro, não ter uma preocupação que seja, não fazer disparates e, simplesmente, deixar passar esse momento, em silêncio. Era bom...

sábado

"Coisas" lindas...

... as mulheres escolhidas pela Nivea para as suas imagens publicitárias.
Se Deus fez as mulheres bonitas (e sem dúvida que fez), a Nivea soube sempre escolher aquelas que - sem serem as mais quentes sex-symbols - nos fazem crer que um simples sorriso basta para desarmar quem quer que seja. Basta andar na rua e admirar um qualquer cartaz da "marca azul". Eu fico desarmado. O resto das pessoas, não sei. Mas eu fico.

sexta-feira

Beijo de Bom Dia

Esta manhã, no caminho para o trabalho, cruzei-me com a minha irmã, que vinha a pé do infantário onde foi deixar a minha (fantástica) sobrinha. Não só apitei e acenei, como também estacionei o carro em cima do passeio e em cima da passadeira, "aproveitando" ainda para congestionar o trânsito que seguia atrás de mim... só para dar um beijo de bom dia à mana. Tudo o que acabei de descrever, só me apercebi que tinha feito quando a minha irmã, meio atrapalhada, me fazia sinais para que eu fizesse a manobra para seguir o meu caminho, sem bater noutro carro que lá viesse. «A confusão que eu armei aqui no trânsito!... Se fosse outro gajo a fazê-la - naquele sítio -, eu mandava-lhe a minha "melhor" apitadela!!!», pensei eu, logo que engrenei a 1ª para sair dali. Ninguém me apitou. Mas também... se apitasse, nem sequer me importava. Acho que é nestas pequenas "inconsciências" que vemos quão irracional é o amor que temos pelos nossos.

quinta-feira

Three Feet Tall Mad Max

Ontem estacionei o meu carro e, mal fechei a porta, quase fui "atropelado" por três miúdos lá da urbanização que, nas suas bicicletas BTT, fingiam ser grandes motoqueiros. Faziam os sons das potentes "máquinas" que conduziam e, ao passar por mim, até puseram "uma abaixo" para andar mais depressa (pelo menos, foi o que me pareceu, pelo som do "motor" da "mota")... Achei piada. Quantas vezes não fingi - na meninice - ser bombeiro ou polícia (sirenes poderosas!...), indio ou cowboy, piloto de Formula1 ou dos impressionantes e supersónicos aviões a jacto...? São tempos giros. Em que somos tudo o que queremos, tudo o que sonhamos e tudo o que facilmente fingimos ser. E uns anos depois... podemos ser ou não ser aquilo que quisémos, sonhámos ou fingimos nessa altura, mas de certeza que não evitamos, pelo menos, esboçar um leve sorriso ao vermos os jovens "motoqueiros" que quase nos atropelam, logo que estacionamos o carro, ao chegar a casa do trabalho.

segunda-feira

Será que a VISA já se lembrou...?

Passar um bocado, à noite, à beira-mar, a ver as estrelas (algumas cadentes) no céu, a ouvir o som (meio contínuo, meio sincopado... mas sempre eterno) das ondas que nascem, se formam e rebentam junto ao areal e... sentir o cheiro à maresia. Não há dinheiro que pague. É... "priceless".

sexta-feira

...mirror, mirror... on my car...

Já lá vai um tempo, mas nunca mais deixei de pensar nesse episódio. Saí do trabalho, já era escuro (ainda era Inverno) e chovia, ora forte, ora aquela chuva miudinha. Era à vez. O dia tinha corrido particularmente mal, embora não fosse um daqueles que julgamos nunca mais esquecer como sendo o exemplo de uma "dia maldito". Não. Foi só mais um dia mau.
No trajecto para casa, no carro, lembro-me de ir com a cabeça apoiada e de parar num semáforo. Acho que foi institivo, olhar pelo espelho retrovisor... não sei. Olhei e vi - ainda que iluminadas em tons de vermelho, por causa dos meus "stop's" - duas caras. Uma de um homem, outra de uma mulher. Estavam a olhar para lados opostos. O homem, ao volante, olhava para o que se passava (nada...) fora da sua janela. A mulher fazia o mesmo, para o lado direito. Estavam - acho eu - em silêncio. Quero dizer... estavam calados. Não sei se o rádio estava ligado, se havia outro qualquer som no interior daquele carro... só sei que aqueles dois, claramente, não estavam a comunicar entre si.
Não pude evitar pensar que aquelas duas pessoas mantinham uma relação, mesmo que só "oficialmente". Marido e mulher... parentes... conhecidos... sei lá.... se calhar até eram só duas pessoas que estavam a partilhar uma boleia. Só sei que a imagem dos olhos que fugiam para "cantos opostos do ringue" me perturbou. Estariam zangados? Aborrecidos? Vazios? Sem assunto? Porquê? Quem seriam eles... um para o outro? Por que razão estariam eles, com cara de enfado, a olhar para onde nada acontecia a não ser a queda de uns pingos de chuva (daquela que "molha tolos"...)?
Fixei-me na ideia "marido-mulher". Achei que era o mais lógico. Vi-os assim. Como esposa e esposo, partes integrantes de um casal disfuncional, que não comunica, nem ao fim do dia de trabalho, quando se vêem pela 1ª vez antes de ir para casa partilhar a mesa em que se a família se reúne (ou não...) e a cama em que dormem. Que estranho...! Por que seria que não havia palavra ali?...
O verde "caiu". Os carros à minha frente e ao meu lado andaram e o homem que eu olhava pelo espelho apitou-me, com ar de quem não estava para aturar a minha distração. Arranquei finalmente. O carro (e o casal)... não vi mais. Mas sei que arrancaram também, claro. Na última imagem que guardo, ele conduzia olhando em frente e ela ainda olhava para o lado, como se fosse a mesma coisa o carro estar em movimento ou parado. Continuei o meu caminho mas não deixei de pensar no que tinha "visto" (ou imaginado... não sei bem...). Eu "vi" um casal disfuncional, sem nada para dar um ao outro. Mas... que será que vêem os outros quando, num semáforo ou num STOP, - sem que eu perceba - me vêem a mim, pelos espelhos ou janelas dos carros deles...?

quinta-feira

O amigo que me falta...

Tenho estado doente e a minha maleita, apesar de ser coisa temporária e sem gravidade nenhuma, tem-me feito perder várias (e precisosas) horas de sono. Acordo aos espirros ou a tossir em plena madrugada e o chato disso é que voltar a adormecer torna-se uma tarefa muito complicada. Fico de olhos abertos, à espera que o sono volte... mas ele nem sempre está "cooperante" a ponto de que a interrupção no meu descanso seja mínima.

Falta-me um amigo... do outro lado do mundo.

Porquê? Para poder chatear alguém a essa hora, pôr a conversa em dia, ... sem me preocupar em estar a acordar ninguém que me ature durante a madrugada. É que os nossos amigos (a maioria, pelo menos) - rendamo-nos à evidência - dorme às mesmas horas que nós. E seria bom que alguém estivesse tão acordado do outro lado do planeta como o pobre do gajo com insónia, a uns bons milhares de quilómetros. Era bom, simplesmente.

Este "petit rien" parece-me um bocado parvo. Um rascunho de quem, claramente, não domiu nada de jeito e cuja única solução foi ver tv por cabo (valha-nos isso... e o CSI às 5 da manhã...) até que o despertador tocasse às 8 da matina.

domingo

Jô "fadou" e disse...

A RTP Memória pode não ser um canal em que tudo interesse (longe disso...), mas de quando em vez lança-nos umas pérolas para o permanente chiqueiro que é o nosso espectro televisivo [e mal de mim falo também...].
Há pouco, fui surpreendido por um "Fado Falado" («...Se o fado se canta e chora/Também se pode falar...», ouvia-se no poema)... interpretado por Jô Soares (repito... JÔ SOARES) num programa de humor de 1981, da autoria de Nicolau Breyner e Badaró (que será feito dele...?), com participação de outros humoristas da altura.
Foi uma surpresa fantástica.
Jô falou (e "fadou") eu português sem sotaque, com os "érres" bem pronunciados, sem os "êiz" em vez de "ês" e sem "au" em vez de "al". Tudo perfeitinho.
Na verdade, se não fosse a presença do Gordo no ecran da minha tv, eu não teria parado o zapping para me quedar a ouvir o poema de Aníbal Nazaré e Nelson de Barros, outrora ouvido pela voz de Villaret. Fiquei pregado a "ouver".
Ao mesmo tempo que me deliciava com o momento, pensei... quão insignificantes me parecem as discussões acerca de como se cantar o fado... ou de quem o canta/pode cantar. Nisso, já vi um pouco de tudo. Desde a resistência a ver estrangeiros e até pessoas "de cor" a cantar a nossa "canção", até a "lutas de galinheiro" em que mulheres forçam Coimbra a aceitar vozes femininas a cantar o fado da cidade dos estudantes e a academia a proíbir que as guitarras toquem para que "elas" cantem o fado. Tudo isso é parvo.
Ouvir o Jô Soares esta manhã fez-me perceber que algo (como o fado) só é verdadeiramente um simbolo nacional quando os "outros" NÃO o tentam adulterar para o tornar deles e sim o tomam como um bom exemplo, honrando-o e respeitando-o. Foi ISSO que eu vi e ouvi.
Respeitassem os portugueses aquilo que de bom têm neste país e não se perdia tanto tempo a discutir o sexo dos anjos...

quarta-feira

Um "petit rien" que.. dói...


Bem sei que, em 99% das ocasiões, os condutores não têm culpa e que os acidentes acontecem... porque "têm de acontecer"; mas sinto sempre uma revolta imensa ao ver animais mortos na estrada. Que eu saiba, o ciclo da vida não foi planeado assim, nem para nós, nem para os animais, mas isso, afinal,... só vem provar que não somos assim tão diferentes (na vida... e na morte).

segunda-feira

Estrelas... reais ou não...


É bom viver na "cidade grande" (ou ir lá... uma vez por outra).
Há sempre "estrelas" para ver...!

À noite, mesmo se o tempo está fronho, os pontos de luz vistos ao longe parecem estrelas caídas no chão.
Se o céu está limpo... há "estrelas" por todo o lado!...