quarta-feira

Blank


De vez em quando sinto que a minha cabeça está totalmente vazia, como precisamente neste momento. Vazia. Sem nadinha lá dentro. Vazia que nem uma sala de jantar de uma casa nova, sem mobílias, sem tapetes, sem persianas, a fazer eco quando se fala, sem nada... Ôca. Vazia. Isto de sentir a cabeça vazia não é necessariamente mau. Mas fico sempre com a sensação de que não faço rigorosamente ideia nenhuma de como (e com quê) a vou voltar a encher. É só isso.


terça-feira

Promessa


Tomei uma decisão: este blogue vai deixar de ser a "preto e branco". Desde o início (em Dezembro de 2004), este sítio discreto e, regra geral, calminho foi assumidamente uma espécie de "lado lunar" daquilo que me apetece pensar e escrever num determinado momento (para contrastar claramente com o inSenso Comum, que é basicamente o oposto deste blogue). Por isso, sempre achei que o aspecto ideal da página seria o menos colorido possível, para que os "pequenos nadas" que os post's aqui aflorados sobressaíssem por si só. Há uns dias, então, decidi que o Petit Riens irá, de certeza, mudar de figurino. Contudo, esta mudança não acontecerá de imediato. Acontecerá apenas quando uma nova vida (ou mais novas vidas) conquiste(m) o seu lugar no meu dia-a-dia (que, obviamente, já não é só meu). Não... isto não é um "anúncio oficial". Só mesmo uma promessa, para quando acontecer. Nessa altura, o branco, o negro e o "meias-tintas" cinzento deverão dar lugar a cores mais garridas, mais "acriançadas", mais próximas do arco-íris de emoções que espero venham a tomar conta da minha existência*. Nessa altura, obviamente, o slogan principal pasassrá também a ser diferente (o actual vai manter-se, mas haverá um outro): «Os "pequenos nadas" é que dão cor à vida». Mas, para já, isto não passa de uma mera promessa; não há nada (ainda) que justifique essa alteração. Quando houver novidades acerca disso,...

= = = = = = = = = = =


*a minha vida é, actualmente, já bem colorida; mas a calma e discrição continuam a ser pontos de honra cá em casa; desconfio que - quando essa evolução acontecer - a calma não passará só de uma vaga e feliz recordação... e a cor andará também por todo o lado, especialmehte no chão, onde - desconfio - me magoarei várias vezes ao pisar Legos e coisas do género...

segunda-feira

Lá Por Casa... tudo bem!...


Avizinham-se (finalmente!!!) as férias e tal. O gato tem agora duas novas coleiras (a precaver as férias e os parasitas que poderão chatear-lhe a mona... e tudo o que estiver debaixo daquele pêlo imenso) e está a adaptar-se a elas. Enquanto decorre essa adaptação (penosa, porque ele detesta coleiras), anda numa de fazer olhinhos e posições engraçadinhas para que achemos que ele está super-amoroso... só para logo de seguida ir fazer avarias e afiar as unhas no baú de verga do hall de entrada. Depois de fazer asneira, volta a espojar-se na carpete da sala, a fazer-se lindinho. E a gente... pronto... acha-lhe piada e tal... mas isso não é suficiente para desculpar a asneirada que ele insiste em fazer.

quarta-feira

20082008


ou, melhor,...
20.08.2008

Bem sei que reparar neste pormenor é algo de somenos importância mas, no fundo, este blog é isto: um depositório de pormenores, de coisas pequenas e sem importância alguma. Achei piada à coincidência de a data formar duas vezes o número 2008, é só. Se me lembrar, hei-de fazer um post quase igual no ano que vem, a 20 de Setembro... e depois... a 20 de Outubro de 2010... e a 20 de Novembro do ano seguinte... e a 20 de Dezembro de 2012 também, claro. Só não sei se, por essa altura, ainda ligarei a esta coisa dos blogues. Se ligar (e se me lembrar de reparar de novo na coincidência das datas com o ano em curso), faço um post destes todos os anos. Está (mais ou menos) prometido.

terça-feira

Cansaço... muito...


... e ainda faltam mais de duas semanas para as férias...

segunda-feira

Afinal, não estão a brincar com a malta...
...espero eu...!


A velocidade a que as coisas circulam nos media permite que a uma hora se diga uma coisa e a outra se diga algo diferente, como que apagando o que foi assumido anteriormente. As "leis" do Jornalismo ditam que, sempre que haja uma actualização numa determinada notícia, o que é publicado (em 90% das vezes) é só a informação mais recente, em detrimento da mais antiga. Em 90% ds vezes isso, de facto, faz sentido. Hoje, já ouvi outros elementos da família do assaltante/sequestrador do BES de Campolide que sobreviveu dizer que, sim senhor, apesar de nunca terem esperado algo semelhante vindo do rapaz, as autoridades portuguesas não tinham outra opção que não aquela que tomaram, dadas as circunstâncias e que, por isso, Wellinton deve «pagar pelo que fez». Pessoalmente, acho que NINGUÉM daquela família, desde o início, deveria sequer ter aberto a boca acerca do assunto mas, uma vez que isso (erradamente) foi feito, estas novas declarações são um bom serviço em favor do próprio sujeito como também de toda a comunidade brasileira que apenas ficou (mais) fragilizada quando sugeriram que a actuação das autoridades portuguesas tinha sido aquela devido à nacionalidade dos assaltantes. Acredito que todos os brasileiros de boa-fé que vivem por cá agradeceram esta mais recente tomada de posição da família, que vive no Brasil, mesmo que a parte da família residente em Portugal insista em "esticar a corda", usando os media para fazer passar um pouco de ódio xenófobo... só naquela. Seja como for, dou agora o benefício da dúvida ao coração da família, que está do lado de lá do Atlântico e, mesmo à distância, consegue transmitir algum bom senso para o lado de cá (espero que com êxito, claro). Quem não deve ter ouvido essas palavras foi um imigrante brasileiro que esta tarde, à hora da reabertura da dependência do BES após os incidentes de quinta-feira, foi colocar uma coroa de flores fúnebre à porta do banco com um cartaz reafirmando que a acção da PSP só foi a que foi pelo facto dos assaltantes serem brasileiros (como ele). A esse senhor, só tenho uma coisa a dizer: puta que o pariu!...

domingo

Estão a brincar com a malta, certo?...


Esta manhã, ouvi dizer que a familia do assaltante/sequestrador que sobreviveu após a operação da PSP, esta quinta-feira, em Campolide, está muito chateada com a actuação das autoridades em relação ao seu familiar e pondera um processo judicial. Claro! Não vejo o que mais sentido possa fazer neste momento. É "óbvio" que as autoridades estiveram "pessimamente mal" ao abater dois criminosos que ameaçavam a vida de pessoas inocentes, que só foram salvas precisamente pela actuação da PSP. Sério! Processem lá a malta toda e mais alguém! E não se esqueçam de dizer muitas que ele até «é um bom minino e aquilo num é nada habituáu nêlí, não!»... ou lá o que foi que disseram aos jornalistas. Mas digam muitas vezes mesmo, para que as pessoas acreditem. Ora... muito sinceramente... puta que vos pariu! E, já agora, se me quiserem apelidar de xenófobo... força nisso! Estejam perfeitamente à vontade! Fossem dois portugueses a fazer o mesmo que estes dois fizeram e diria exactamente a mesma coisa ao tio ou primo ou irmão ou mamã ou papá que viesse a terreiro defender o vagabundo que tivesse apontado uma arma à cabeça de um inocente para roubar o dinheiro das poupanças e dos ordenados que pessoas inocentes colocaram com esforço no banco. Não defendo a morte de ninguém mas não defendo a vida de quem coloca o destino de inocentes na ponta de uma arma com o dedo no gatilho. Repito: puta que vos pariu! A vossa dor pode parecer igual à de todas as outras pessoas, mas não é. Falta aí qualquer coisa; não há bem uma palavra para isso, mas o mais aproximado talvez seja dizer que falta uma certa legitimidade a essa dor. Se me dói a mim saber que alguém morreu? Dói, diso não haja dúvidas nenhumas; preferia mil vezes que se tivessem entregado e isso seria sinal de que nem um tiro sequer seria dado. Se me preocupa saber que há snipers prontos para liquidar uma vida? Só se for a minha e eu não tiver feito nada por isso, ou se for um sniper criminoso e eu, sem culpa nenhuma, estiver na linha de tiro. De resto, se for um PSP como o que disparou na quinta-feira, não me preocupa mesmo nada. E se o tal processo for para a frente e me for pedida alguma espécie de contribuição cívica, lá estarei, a defender a actuação das autoridades portuguesas, que raramente têm razão para terminarem o dia com a sensação do dever cumprido, nas melhores condições e com tal grau de aprovação social. se o tal processo for adiante... puta que vos pariu!...

sábado

Duk@ Nukem


Sim... A ideia é, à medida que a idade avança, ir perdendo as virtudes e os defeitos que nos caracterizavam na infância e na adolescência, bem sei. É o processo natural das coisas. Ainda assim, há sempre qualquer coisa que insiste em ficar. Restícios de criancice - chamemos-lhe assim - que nos fazem pensar que alguma coisa (boa ou má) irá estar sempre connosco, tenha-se 8 ou 88 anos de idade. Pessoalmente, eu tenho uma data dessas coisas de miúdo que ainda "cá" andam em graúdo, e de vez em quando apercebo-me disso. Em tempos, joguei muito um jogo de computador chamado Duke Nukem, um estranho super-herói, muito mal educado e muito pouco dado a simpatias para com quem ele salva (normalmente, gajas muito boas com enormíssima "capacidade toráxica"), a quem propõe desde logo um regabófezinho (no mínimo, um stripezinho), só como sinal de gratidão pelo salvamento. Politicamente correcto, o senhor. Ontem no MediaMarkt, não resisti a comprar um velho episódio desse jogo que não joguei. Por 2€, pensei, não faria mal nenhum matar saudades do grunho que rebenta com tudo e faz piadas sobre os javalis armados até aos dentes ue vai matando pelo caminho. E não fez, de facto. Mato agora saudades (e porcos, muitos!) do Duke, das gajas, das piadas fáceis e de outras terrivelmente bem elaboradas mas de gosto muito duvidoso... tudo isto no meio de muitos tiros e rebentamento de bombas como se, durante alguns minutos, em frente ao computador, eu fosse um psicopata assassino em potência e depois, no que resta das 24 horas do dia, um cidadão respeitável e pacato como outro qualquer. Acho que faz bem canalizar essas más vibrações para algo que seja inofensivo. O Duke Nukem ajuda. Voltei à adolescência. Agora desligo o computador e volto à vida adulta.

segunda-feira

Espaço: (teoricamente em) 1999



Com cerca de três meses de atraso, a minha irmã deu-me há dias a prenda de anos que (alegadamente) me devia. Sinceramente, não me lembro se ela me deu ou não alguma coisa na altura mas também não me lembro se lhe tenho dado presentes todos os anos pelo aniversário - deve ser uma coisa de família. O presente em causa foi a caixa com toda a 1ª série do "Espaço : 1999". Um clássico. Esta noite, na cama, com o portátil em cima das pernas e com os enormes headphones que usava na rádio postos (para não acordar quem ia trabalhar cedinho), revi o primeiro episódio que, curiosamente, ao fim destes anos todos, me apercebo que não é bem um "piloto", e pega na história já a meio. É só um dos aspectos (agora) bizarros de (re)ver séries antigas. No caso, é imensamente estranho tentar perceber qual o "sonho" dos criadores da série (em 1975) em relação ao que poderia vir a ser o programa espacial mundial em 1999. Estamos para lá do meio de 2008 e nunca chegou a haver uma colónia lunar como aquela que a série mostra, por exemplo. Se calhar, aquela coisa com o Chalenger em 1986 arrefeceu os ânimos dos cientistas espaciais e uma estação lunar nunca chegou a ser uma realidade. Outra das coisas bizarras é tentar lembrar-me onde estaria e o que estaria a fazer no dia 13 de Setembro de 1999, data que a série aponta como a do afastamento da Lua em relação à Terra, devido a um conjunto de explosões ocorridas por acumulação de poluição radioactiva em solo lunar, já produto da ocupação humana (sim... estive a ver o primeiro episódio mesmo com muita atenção... e pouco sono). Para ser franco, não me lembro mesmo do que seria de mim a 13/09/99. Mas vou fazer um esforço. Se possível, ainda antes de ver o segundo episódio do "Espaço: 1999".